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Putz...
Escrevi um monte de coisa ontem e acho q não foi publicado... Êta, tecnologia...
Escrito por TECA-BANDEIRA às 11h50
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Tempo...
Quanto tempo... É que estou precisando rever minha vida, conceitos, prazeres e, principlamente, meu tempo... escrever é sempre se dizer, de alguma forma, e somente os raros,os loucos, entendem o silêncio e é por isso q estou tb sem escrever... Sendo assim, faço uso de palavras alheias e assim - quase - existo...
Escrito por TECA-BANDEIRA às 09h16
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BECO
POEMA DO BECO Que importa a paisagem, a Glória, a baía, a linha do horizonte? - O que eu vejo é o beco. Manuel Bandeira
Escrito por TECA-BANDEIRA às 09h14
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Novo poeta? O de sempre?
Um carinho por uma pessoa que nem sequer conheço efetivamente (se é que é possível realmente conhecer alguém... nos iludimos "O nosso amor a gente inventa pra se distrair..."), bem, voltando - então tive a oportunidade, o prazer de ter em mãos a fragmentação do ser poético de Luiz Marinho e os versos são tão intensos que depois eu comento. Obrigada, Marinho...
Escrito por TECA-BANDEIRA às 07h04
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Quintana...
Gosto muito do Quintana... E sou assim mesmo fragmentada... Acho que era para ter escrito antes, quer dizer abaixo do poema... Mas, nesse espaço prezo a LIBERDADE, sem "neuras" demasiadas pela escrita, assim solto, com gostos, frases, ou não... Eu gosto do QUintana... Cotidianamente POETA
Escrito por TECA-BANDEIRA às 17h17
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Vida
Hoje ao passar pela Paulista vi uma árvore caída, distorcida, uma vida agonizante por entre ferros do portão estragado. Foi um raio? Uma morte súbita da amiga-árvore? um cansaço da existência? um não? Ou simplesmente uma fatalidade???
Escrito por TECA-BANDEIRA às 17h15
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AMIGOS, AMIGAS...
Sou uma pessoa de poucos amigos... Talvez de menos, de menos do que se espera do OUTRO, mas sou muito satisfeita com os POUCOS que me habitam... Gostaria de Parabenizar a Telma, Telminha que há pouco ganhou um concurso de conto... Não é pelo prêmio (somente), é pelo talento, pela pessoa, pela vida e solidões e jeitos que eeu sei de Telma... beijo, Ana
Escrito por TECA-BANDEIRA às 17h13
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PARÊNTESIS
EM MEIO AO TURBILHÃO DO MUNDO (O POETA REZA SEM FÉ) mÁRIO qUINTANA
Escrito por TECA-BANDEIRA às 17h10
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TAL
SOL AZUL CÉU DE SANGUE TERRA MÁRMORE E EU ESCULPIDA EM GELO
Escrito por TECA-BANDEIRA às 18h57
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DEPOIS DE TANTO TEMPO...
BEM, DEPOIS DE TANTO TEMPO VOU VER SE COMEÇO A COLOCAR TEXTOS NOVAMENTE, OI PROBLEMA É ESSA CONFIGURAÇÃO QUE ESTÁ UMA MERDA! AS ENTRELINHAS PRECISAM FICAR MAIS ESPAÇADAS E COM UMA CONFIGURAÇÃO MELHOR PRA LER. ESSE ASSUNTO AINDA NÃO RESOLVI, AINDA NÃO APRENDI. PRA AJUDAR - UMA TENDINITE FILHA DA PUTA, O QUE ESTÁ ME IMPEDINDO DE ESCREVER... (EXPLICAÇÕES PRA ALGUMAS PESSOAS Q ENTRAM NO BLOG E VÊM QUE ESTÁ TUDO DESATUALIZADO...). sAUDADE E EU NEM SEI DIREITO DO QUE OU DE QUEM.
Escrito por TECA-BANDEIRA às 18h56
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Hermann Hesse
O escritor alemão Hermann Hesse é um dos meus preferidos... O lobo da estepe traduz um tanto de mim que nem eu mesma sei dizer... Então, "plagiei" o título "O teatro mágico", um livro que não sei se merecerá esse nome, mas enfim... São nas tentativas de se des - dizer, de maneira experimental, arcaica, falha, que tento a comunicação...
Escrito por TECA-BANDEIRA às 11h19
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Capítulos do "Teatro Mágico"
PLÁSTICO
- Boa tarde. Gostaria de um ingresso para a exposição.
- São R$ 10,00, com carteirinha de estudante. Inteira são R$ 20,00.
- Um ingresso, por favor.
- Só um?
- É.
- Obrigada.
- Por nada.
- Meu nome é Eurico e vocês terão uma hora de explicação sobre a exposição de arte. Primeiro, nós veremos os ícones religiosos e adentraremos no mundo espiritual...
A cor vermelha acentuada, pintada, retratada. Cadeira, mesa, casa de Lasar Segall. Loucura estampada. O homem que se jogava do trem e entrevia-se no jornal, nas notícias da manhã de 1917, do mês de novembro, 05.
Segall sentou-se.
- Bem vindo ao Teatro Mágico. Algo pra beber?
- Esse bar é sempre cheio?
- Senhor isso não é um bar. È um teatro; e dificilmente fica cheio... Hoje, em especial, as portas foram abertas para um espetáculo.
- Hã... e quem irá atuar?
- O senhor, claro!
- Eu? Por quê?
- O senhor não é pintor? Então, subirá ao palco e imitará um pintor. O espetáculo começa às 21h:00 e é melhor se apressar...
As cortinas cerradas se abriram ao enorme público.
Segall sobe no palco, escolhe os pincéis, do 0 ao 20, separa algumas cores, verde, azul, preto, marrom, branco?, a terebintina, o secante, o "olho" de linhaça, a paleta... Com pinceladas incertas pintou seu próprio retrato, como imaginação...
O retrato saiu da tela e se encaminhou lentamente, sorrindo levemente, seu corpo quase se desfazendo em múltiplas cores e foi fazer companhia para a figurante que, sentada na platéia, segurava seu casaco nas mãos à espera da hora de entrar em cena.
- Posso sentar-me?
- Você é o Segall ou a tinta-forma dele?
- Os dois.
- Ambigüidade que satisfaz.
- Mas, quem é você?
- Você.
- Eu?
- É.
- Como?
- Não sei... Você sabe.
- Não era para ter espetáculo hoje.
- Eu sei, mas tem.
- O quê você faz aqui?
- Sou a dona do teatro.
- Há muitos espetáculos por mês?
- Antes tinha mais. Agora está fechado. Veja: somos só eu e você-tinta (?) aqui...
- Espere aí. E aquela multidão?
- São bonecos de plástico. Vou retirar.
- Por favor, retiremos todos os bonecos!
- Mas, se isso acontecer, o mundo acaba.
- E daí?
- E daí que é a morte efetiva.
- E daí? Você tá preocupada?
- Não sei... Gosto também dos bonecos... quer dizer, gostar não é bem o termo... acho que me acostumei com esse público "ausente".
- Não está na hora de ter um público verdadeiramente humano?
- Não. Você não prestou atenção no nome do teatro?
- Como assim? Não se chama Teatro Mágico?
- É, e isso não te lembra ninguém? Nada? O Nada?
- Hesse. Hermann Hesse. Ele também esteve aqui?
- Por que quer saber?
- Responda...
- Não quero responder. Voltando... Então?
- O quê?
- O que você pensou sobre o nome?
- Ah! Não sei... Faz tempo que li O lobo da Estepe.
- Gostou?
- Gostei. Turbilhões... de seres, de ser, infinitude bonita e feia, monstruosa e bela!
- Lembra de alguns pensamentos, pelo menos?
- Não, agora não me vêm à cabeça, lembro de uma forma geral... Sei lá! Deixa de ser prolixa. Me toca.
- Você não é o Segall.
- Claro que não. Tinta, lembra?
- Harry Haller fala: "É preciso aprender a amar à vulgar maneira humana", daí os bonecos de plástico.
- Não entendi...
- Deixa pra lá... A gente já conversou muito e você está se desfazendo em "Olho" de linhaça.
- E você quer me beber? Quer me ver? Quer saber?
- Não.
- Me limpar?
- Não.
- Me tocar?
- Não.
- Preciso voltar à tela senão vou desaparecer...
- É, e vai sujar todo o chão do teatro e tinta a óleo dá um trabalhão pra limpar...
- O chão você limparia?
- Sim.
- Então, me desfaço.
- Por quê?
- Quero saber do seu toque físico.
- E quem te disse que tenho toque físico?
- Você é humana, todo homem, ou melhor, todo ser humano tem um corpo físico. Assim, a dona do teatro mágico é humana, logo possui um corpo físico. Silogismo aristotélico. Três premissas.
- Prefiro Platão.
- Não é essa a discussão.
- Hume, Kant, Bjerkley...
- Não é sobre filósofos que quero falar.
- Por quê?
- Porquê eu VIVO.
- Ah! Não sabia que Tinta vivia... E falar de filósofos não é viver também? Não é trocar conhecimento, abstrações, pensamentos?
- Prefiro a VIDA.
- Não consigo desconciliar VIDA-Pensamento...
- Pois deveria... Sensações são exímias. Pensamentos são cópias...
- Não. Há os originais.
- Você ainda acredita nisso?
- Acredito.
- Como você é ingênua...
- Você viu aquele boneco se mexer?
- Não...
- Vou retirá-los.
- Por quê? Estão incomodando?
- Já atuaram, realizaram seus papéis...
- Gostaria de Ter VIDA VIVA, deixar de ser Tinta, passear dentro do Lasar, me fazer em Segall... Invejo você...
- Por quê? Minha Vida não é VIVA, se é isso que o consola e não sou humana...
- Agora você está me confundindo... Isso aqui era pra ser só uma exposição da arte Russa.
- Você quer exposição maior que essa?
- É verdade.
- Pirandello desconstruiu a Verdade... Então, como você afirma?
- Não conheço a produção literária italiana a fundo... Já disse: Prefiro a VIDA, embora não a possua.
- Já ensaiou as cenas?
- Quais? Quê cenas?
- Do espetáculo.
- Não ensaio. Atuo. Ação. Vida. Sem rascunhos...
- Preciso resolver alguns problemas técnicos, o holofote começou a dar problemas...
- E eu preciso voltar à tela.
- Encerrem as cortinas. Fim do espetáculo.
"Não há sol, há sóis". A . Antunes
Escrito por TECA-BANDEIRA às 11h16
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o teatro mágico
(Diálogo interno da personagem do teatro mágico)
MONTAR A CENA OU NÃO?
O amor diluído em gotas - grossas, finas, a vontade de amar não só o amor...
Gotas distribuídas em correnteza agressiva, evasiva, formando cursos de rios sem volta.
Batida nas pedras, reviravolta, mas a gota quase não se cansou - tentou de novo lubrificar, fertilizar, mas permaneceu só gota.
Ela olhou para os seus pulsos: sangue. Hemácias, composições físico-químicas - manchando o lençol bege. Possas de gotas de sangue foram sendo formadas, ela podia se ver no espelho das gotas sangüíneas que conversavam entre si em julgamento prévio a atitude.
De repente viu-se entre os carros em uma avenida movimentada, como ser alado sobrevoava os auto-móveis distribuindo cores indefiníveis aos passageiros - sorria feliz. Gotas de amor eram depositadas na caixa de sonhos de cada passageiro, gota a gota.
Seu pensamento foi se tornando fugidio, apagando-se na vontade de quase anular-se, os olhos cerraram-se. E a morte a presenteou.
Escrito por TECA-BANDEIRA às 11h14
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E eu me molho
e parece ser nas águas dos rios
que há o encontro
com a face desconhecida
de uma sereia perdida em mitos
não-mulher, não-peixe, não-ser...
não sei...
E o não saber identifica possibilidades
e o sempre
não-estar, daquele mais conhecido
O gozo molhado do olhar
do gato ao lamber-se
e sentir-se em si
a fertilidade dos poros
por entre línguas
Todas - quase em festa
os poros fertilizam como pólen
a pele estranha.
Escrito por TECA-BANDEIRA às 11h11
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FÉRIAS...
Pessoas...
Agora acho q entrarei de férias, em férias...
Deixo alguns textos - os quais não consigo configurar a formatação para facilitar a leitura. Isso devido a minha incompetência tecnológica e (de)formação virtual. Beijos...
Escrito por TECA-BANDEIRA às 11h10
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